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Ulisses, de James Joyce

Resumo Curto

Livro 1

Livro 2

Resumo Médio

1 - Todos temos um amigo maluco.

É de manhã. Três homens estão recém acordados numa torre em frente ao mar, que é a sua casa. Malachi “Buck” Mulligan é o líder, canta e provoca os outros. Faz a barba num ritual em que tem o acólito ao seu lado. Stephen Dedalus é o favorito do Buck e é bastante passivo. Ambos são irlandeses. O autor usa montes vernáculo do início de séc (1900), às vezes nem percebo se é um local, uma pessoa, um objeto. O Stephen parece ser crente e prático, o gordo do Buck goza com ele ser jesuíta, entre várias piadas religiosas, alusões a judeus e alemães, e chamá-lo de “Kinch” (a lâmina). Parece um ritual que já se repetiu. O Buck também persegue o Stephen com a morte da mãe dele, que ele a matou ao recusar-se a rezar com ela às portas da morte. E há o Haines, que para já não faz nada, um inglês que insinua que o Stephen é escritor ou quer ser. Chega a leiteira e tomam pequeno almoço, pão, chá, leite, e fritos. Há uma menção a bacon e ovos, e depois o Buck vai tomar banho ao mar todo contente a dizer piadas em verso. Nenhum dos três parece ter imenso dinheiro.

2 - Professores são melancólicos e diretores são autoritários e antissemitas.

Numa escola em Dublin, o Stephen Dedalus está a dar uma aula de história a vários miúdos, sobre guerras passadas. Afinal é professor. Eles vão respondendo qualquer coisa, mas no geral são só uns miúdos meio lerdos. A aula acaba e vão jogar hockey, menos um dos miúdos que é mais atrasado que os outros e fica ali a levar uma ensaboadela de matemática (?). O Mr. Dedalus pensa no porquê de a mãe do jovem ter salvo uma criança tão feia e indefesa e burra. O diretor da escola, Mr Deasy, chama-o para lhe pagar o salário e lhe dar um sermão e lhe pedir para publicar uma carta no jornal sobre uma doença das vacas. O diretor passa metade do encontro a dizer acha que Inglaterra está a ser tomada pelos judeus e que eles são culpados disto e aquilo, sobretudo a ganância deles. A ironia é que a outra metade do encontro passa-a a dizer-lhe para poupar dinheiro, que bom, bom, é guardar o rico dinheirinho e não ter dívidas.

Enquanto isso, o Stephen observa tudo o que acontece, esse caos divino. “That is God (…) a shout in the street.”

Piada racista: “Ireland, they say, has the honour of being the only country which never persecuted the jews. Do you know that? No. And do you know why? He frowned sternly on the bright air. —Why, sir? Stephen asked, beginning to smile. —Because she never let them in, Mr Deasy said solemnly. “A coughball of laughter leaped from his throat dragging after it a rattling chain of phlegm. He turned back quickly, coughing, laughing, his lifted arms waving to the air.”

3 - É areia ou um macaco do nariz?

Nota: Não se percebe nada deste capítulo, o autor James Joyce devia estar em ácidos.

O Stephen dá um passeio e pensa imenso na vida, no passado da família etc. Vai até à praia, deita-se entre umas rochas. Um cão mija num calhãu enquanto ele toma notas de pensamentos. Depois tira um macaco do nariz e deixa-o numa pedra.

Ou seja, ele pensa imenso, mas o que sobressai são as coisas mais banais do mundo.

4 - Cagar para quem caga um rim.

O senhor Leopold Bloom está na sua casa a tratar do pequeno almoço. A mulher está a dormir, e ele sai de casa para ir comprar uma salsicha ao talho, passa por uma moça jeitosa e outras peculiaridades da cidade. Volta, faz o pequeno almoço da mulher, Molly, que é roliça pela descrição. O gato quer comer mas ele só lhe dá leite, se fica gordo não caça ratos.

Chegam umas cartas, a dele é da filha, ela recebe uma de um man qualquer que o deixa meio hesitante, o tal homem quer falar com a mulher dele por causa de um concerto dela. É cantora. Ele tem jeito para as palavras. Ela dá-lhe umas ordens leves, não o leva muito a sério.

Depois falam enquanto ela come. Têm um funeral.

Ele desce para comer a sua comida porque já cheira a queimado o rim de porco que deixou na sertã. Ela já comeu a comida na cama.

Depois sente uma cólica e vai defecar, enquanto pensa na noite em que conheceu a mulher, e na vida em geral.

5 - Limpezas: missa e sabonete de limão.

O Leopold Bloom vai aos correios buscar uma carta que uma amente sua mandou para o seu pseudnómimo, Henry Flower.

Está sem grande rumo, nota-se que ele está meio ansioso de um lado para o outro, mas que se sente confiante como um homem na cidade, que sabe o que vê.

Na rua vê uma moça e fica a ver se lhe vê as ligas das meias quando ela se dobra. Aparece o palerma de um conhecido chamada M’Coy, e mete-se à frente dele, e depois mete-se o elétrico à frente do show. Ignora o M’Coy.

Entra numa igreja e admira a eficácia do negócio da religião com as suas missas, confissões, doações, e fica tudo bem para os pecadores e os padres.

No final, compra um sabonete e vai para os banhos públicos, onde infelizmente não terá tempo para uma massagem.

Todos se limpam à sua maneira.

Exertos:

6 - Um Mackintosh no cemitério.

O senhor Bloom vai ao funeral com outros mans, entre os quais o pai do Stephen Dedalus, Simon. Vão de carruagem para o cemitério.

A caminho passam pelo Stephen e pelo “chefe” da mulher do Mr. Bloom, o tal Blazes Boyden que lhe mandou uma carta. O Simon confunde-o com o Buck Mulligan, e fica mal disposto porque acha que é péssima influência para o filho.

O Leopoldo passa o tempo a pensar no suicídio do Pai e na morte do filho pequeno Rudy, com uma pequena paragem para contemplar o cangalheiro, que deve ter uma vida até bastante sensual para quem vive ali no meio dos mortos.

Depois vê um homem com um daqueles casacos impermeáveis, o Mackintosh.

7 - Ads.

O senhor Bloom está no escritório do jornal a tentar meter um anúncio e o chefe não o deixa.